O Brasil está entre os maiores consumidores de agrotóxicos do mundo.
No Alto Vale do Itajaí, região com forte atividade agrícola, a exposição ocupacional é uma realidade constante.
No campo, a exposição é silenciosa. Os impactos, muitas vezes, invisíveis.
Era preciso investigar. Era preciso estruturar ciência na região.
Diante desse cenário, foi estruturado o Laboratório de Imunotoxicologia para investigar os impactos dessa exposição no sistema imunológico.
Visão de parte do Laboratório
Nasce o Laboratório de Imunotoxicologia, estruturado com apoio da FAPESC.
Criado para gerar conhecimento aplicado à realidade do Alto Vale do Itajaí.
O laboratório foi equipado com tecnologia moderna para análises celulares, moleculares e bioquímicas.
Principais recursos:
• Citometria de fluxo
• Microscopia de fluorescência
• Cultivo celular com cabine de segurança biológica
• Termociclador e análises moleculares
• Leitor e lavadora de microplacas
• Centrífugas refrigeradas
• Ultrafreezer e nitrogênio líquido
Essa estrutura permite investigar alterações no funcionamento das células de defesa e mecanismos de toxicidade.
Citômetro de Fluxo
Cabine de Segurança Biológica
Ultrafreezer e Tambor de Nitrogênio (N2)
Do laboratório ao campo. Da coleta ao resultado.
Entrevistamos trabalhadores rurais.
Coletamos amostras.
Analisamos células de defesa.
Foi realizado um estudo que avaliou trabalhadores rurais em duas regiões distintas do Alto Vale do Itajaí.
Etapas principais:
• Entrevista para caracterizar exposição a agrotóxicos
• Coleta de sangue
• Análise das células de defesa
• Dosagem de marcadores inflamatórios
Os resultados foram comparados a um grupo não exposto diretamente a agrotóxicos.
Coleta de amostras em agricultores
• Exposição média superior a 20 anos
• Relato de uso incompleto de EPI pela maioria dos trabalhadores
• Glifosato como principal produto utilizado
• Aumento da expressão do fator AhR em células de defesa
Os achados indicam que a exposição crônica pode influenciar o estado de ativação do sistema imunológico.
A presença de doenças crônicas como a hipertensão, citada pelos trabalhadores rurais, pode estar relacionada à ativação de AhR por agrotóxicos e pode estar relacionada à gênese de doenças vasculares .
Leitor e Lavadora de Microplaca
O laboratório fortalece a pesquisa regional e contribui para:
• Produção de conhecimento científico
• Apoio a decisões em saúde pública
• Conscientização sobre riscos ocupacionais
• Integração entre saúde humana e meio ambiente
Produzimos evidência científica.
Fortalecemos a pesquisa regional.
Apoiamos decisões em saúde pública.
Ciência que transforma dados em proteção.
Projeto contemplado no Edital FAPESC nº 15/2023
Programa de Estruturação Acadêmica para Laboratórios Multiusuários